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HTML 5 e Aplicações Web

Eu demorei muito para escrever esse post, primeiro queria ter certeza do que eu falava, depois queria ter a convicção que não iria influenciar ninguém. Então decidi escrever abaixo sobre o que todos estão falando à respeito do HTML 5 vs. Flash vs. resto do mundo. A única certeza que eu tenho quando escrevi isso é que alguns estarão discordando de pontos que coloquei, outros colocarão “Obrigado”. O que de fato eu espero é que você me ajude também a ver diferentes angulos e concluir minhas teorias a respeito disso, afinal de contas o que eu escrever aqui pode virar passado em 6 meses.

Parte Um

O mundo de IT não é diferente do mundo geral. As regras se baseiam em ações (início,meio e fim). A unica rápida mudança que temos é que as coisas andam em velocidade 2x mais que no geral. Ações de descoberta em uma área de medicina demora cerca de 5 anos para iniciar a aplição, depois mais 2 anos para aperfeiçoa-la e assim por diante. A nossa precisa apenas de um desconfortável humor de que não está perfeito e um computador para gerar resultados rápidos. Eu acredito que não mais que 6 meses e você faz estrago. Eu acho que o poder da internet e do boca-a-boca.
Então, vem a sequência disso, precisamos de uma revolução. Quando queremos dizer que algo está ruim e que não estamos mais afim de fazer aquilo, juntamos duas dúzias de pessoas e criamos uma revolução, assim por se dizer você junta a sua fome com a coragem coletiva. Eis que surge um novo “how to”, basta espalhar a informação e pessoas que estam em bem, bem distantes respondem, os chamados adeptos; Pronto você chegou onde você queria, proliferar uma idéia. Faltando apenas o toque final para que isso dê certo. Chamar nomes de peso e dividir a causa com você. Foi assim que Steve Jobs entrou como garoto propaganda do HTML 5 e CSS3.

Parte Dois

Tem aproximadamente 7 milhões de informações na internet segundo o Google. Muita coisa não? Eu acredito que não li nem 0,01% de tudo isso. Comecei a me preparar para a árdua tarefa de ler a respeito disso calmamente, sem muita pressa, primeiro passo feito foi ler no Wikipedia, depois na W3C, acredite lá tem mais informação e sem banners do que qualquer outro lugar que eu conheça. E os resultados não foram assustadores. É onde começa a terceira parte deste estudo que entitulo de “Evolução”.

Evolução

Desde que eu entrei na internet pela primeira vez em 1997, eu apenas percebia gifs, Frontpage code. JS, HTML. Hoje é um mix de tanta tecnologia que fez dela o que é. Eu acredito que o ponta pé inicial sempre tem que existir e é necessário você ter força para sobreviver nesse mundo mesmo sendo uma linguagem de programação voltada para web. O HTML veio para ajudar a cunhar a idéia. Então a idéia pegou, mudou-se muito rápido e talvez ele não tenha acompanhado tamanha revolução ocorrida, até que tentou arduamente com o HTML 4.0.1. Só que não é fácil você definir uma linguagem que rode em diversos sistemas operacionais, que seja plataforma e que tenha variações de navegabilidade, navegadores amigo, navegadores. Eles são um saco para o HTML. Cada um quer se comportar do seu jeito. Oras mais é natural que cada um queira se comportar diferente. Alguns brigam entre si, outros tentam boicotar, outros são os bons moços e poucos são vilões.
O HTML tem sido um mestre evolutivo nesse aspecto. Joga muito bem nesse meio de campo e está dando conta do recado. Então começo a perguntar onde e em quais navegadores ele está tão respeitado, é onde começo com a próxima parte chamada de “mudanças”.

Mudanças

As mudanças começaram em 2006 quando a Apple, Mozilla Fundation e Opera juntaram-se para melhorar a linguagem. Cada empresa seja ela seu foco lucros ou não. Tem um mútuo interesse em ser dominante na área, o que acaba sendo bom por um lado e muito pior por outro, eu já já explico isso. Voltando ao meu raciocínio, a Apple fez significantes doações para o Webkit, no qual ela usa em seus produtos Apple Safari, iOS, logicamente tais mudanças geram um preço que é cobrado pelos acionistas da empresa no balando trimestral sempre. E claro ela precisa defender isso, já que parte de seus produtos é baseado nessas significantes melhorias.

O HTML 4 para o 5 mudou assim:

Em HTML 4 você criava um documento .html da seguinte maneira.

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< !DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd">
<html>
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8" />
<title>HTML 4.x e XHTML</title>
</head>
 
<body>
<p>Exemplo de HTML 4</p>
</body>
</html>

Com o HTML 5 você cria um documento HTML assim:

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< !doctype html>
<html>
  <head>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>HTML 5</title>
  </meta></head>
  <body>
    <p>Exemplo de paragrafo</p>
  </body>
</html>

Significativa mudança em termos digitação. Mais simples de definir o charset da página, removeram a parte chata de definir DTD do documento e também para XHML removeram os tais namespaces.
A grande jogada do HTML 5 é de fato promover a web semantica, aquela história já velha e conhecida de todos do microformats. Só que em tese isso funciona perfeito, no mundo real e cruel provavelmente daqui alguns anos, hoje não.

Inline SVG (Colando código de SVG)
Outra promessa que pode ser muito interessante é vetorizar o que você tiver. Imagine suportar Tudo em Inline SVG, permitir que você use um editor SVG, copie o código e jogue no novo tag porém hoje não é possível em nenhum navegador existente. Quando existir você pode testar esse código abaixo:

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< !doctype html>
<html>
  <head>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>HTML 5</title>
  </meta></head>
  <body>
    <p>Uso de SVG com HTML 5</p>
 
    <svg><rect x="136" y="170" fill="#29ABE2" width="24" height="119"/>
    <rect x="173" y="233" fill="#009245" width="24" height="56"/>
    <rect x="213" y="252" fill="#ED1C24" width="24" height="37"/>
    </svg>
  </body>
</html>

Bem fácil, não é? Uma repentina mudança para quem estava acostumado apenas a rendenizar SVG. Pois bem, continuando nossa investigação vimos que tem novos tags no HTML 5, que você pode ver na íntegra aqui.

Depois de ver todas as mudanças e novos tags cheguei a uma pequena conclusão das novidades. A grande bola da vez é o tag

Canvas

, ele é o principal responsável pelo que há de mais legal e que que levou o HTML 5 ao topo da discussão sobre o assunto. Segundo a documentação em suma, ele serve para rendenizar gráficos em tempo de execução muito usado em jogos, animações, só que rendeniza apenas em 2D.

Então como eu posso fazer um simples exemplo?

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< !doctype html>
<html>
  <head>
<script type="text/javascript" src="http://ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/1.3.2/jquery.js"></script>
	<script type="text/javascript">
 
	$(document).ready(function () {
			desenharBarras();
	});
 
	function desenharBarras()
	{
		cronometro = setInterval("incrementarX()",120);
	}
	var x = 5;
	function incrementarX()
	{
				var meuCanvas = document.getElementById('canvasContainer');
				if(meuCanvas && meuCanvas.getContext) {
					var context = meuCanvas.getContext('2d');
					context.beginPath();
					context.rect(x,meuCanvas.height >>> 1,3, (Math.random() *Math.pow(7,2)) - (meuCanvas.height >>>1) + 100);
					context.fillStyle = "#779AC4";
					context.closePath();
					context.fill();
				}
				if (x < meuCanvas.width){
				x += 5;
				}else{
					alert("completou o gráfico");
					clearInterval(cronometro);
				}
			}
	 </script>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>HTML 5</title>
  </meta></script></head>
  <body>
    <p>Uso de Canvas para criar gráficos de barra</p>
 
	<canvas id="canvasContainer" width="700" height="500">
      <!-- Basicamente você vai usar Javascript igual como se usa a API do Flash para desenho -->
      <p>Você pode escrever isso caso seu usuário não tenha um navegador compatível e dizer que não suporta o Canvas</p>
    </canvas>
  </body>
</html>

O exemplo acima simula a criação de um gráfico de barra, podendo ai você colocar em um dashboard complementar que você venha a construir. Porém mesmo gastando pouco mais de 30min para fazer esse exemplo eu percebi que exitem diversos outros exemplos, que você pode usar como base para testar seus conhecimentos e ver o quanto burro você foi em não aprender trigonometria na escola.

Outra novidade interessante que o HTML 5 vai proporcionar para o pessoal de Web standards, é a possibilidade de se conectar com sockets, Existe um famoso chamado Node.js que faz isso bem fácil e pode te ajudar a entender muito bem como vai rolar, Eu sei como funciona conexão com sockets, então fui investigar e é 90% igual como é feito em qualquer linguagem de script, seja ela Js, Actionscript, AppleScript.

Outra mudança significativa foi a possibilidade de sincronização offline, você como desenvolvedor pode deixar o usuário preenchendo o cadastro mesmo que a conexão tenha caído e depois quando ele entrar no site, sincronizar o que ele havia deixado em aberto. O que me preocupa nesse sentido é a especificação de segurança nesse ponto. Coisa que ainda não está totalmente definida e tem pouco assunto sobre o mesmo.

Se você pensa que jamais será localizado quando navegar na internet, você se engana, o futuro é hoje nesse quesito, você pode visitar um site e ele pode pedir sua localização, igual como é feito com seu Android, iphone, Nokia phone, blackberry, só que agora é mais uma função nova do navegador do que em sí uma função do HTML 5. Já era hora deles terem soltado uma especificação nesse sentido para os fabricantes de navegadores. O grande problema é que a precisão disso está ligado apenas ao seu ISP e não ao seu IP. Eu acredito que isso possa ir amadurecendo com futuras versões.

Integrando também recursos de multimidia como simples sintaxe para vídeos e audio. Por enquanto para audio os formatos aceitos são mp3 e ogg. E o tag de video apenas suporta videos com padrão MPEG-layer 4 (.mp4), H.264, Speex, AC,etc. O que para mim é um ponto bem complicado quando se tem diversos codecs e diversos navegadores, atualmente apenas o Chrome suporta MPEG-layer4 já o firefox e opera apenas ogg, speex etc. O que torna a vida de quem vai criar o video complicada por que terá que ainda criar javascripts para detectar o navegador e para nao criar 2 tipos de videos, fazer o swap entre um player nativo ou um player de video com Flash.

Aqui é um exemplo típico de player HTML 5 nativo

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< !doctype html>
<html>
  <head>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>HTML 5</title>
  </meta></head>
  <body>
    <p>Uso de vídeo com HTML 5</p>
 
  	<video width="854" height="480" preload controls >
    <source src="meuvideo.mp4" type='video/mp4'/>
    </video>
  </body>
</html>

E para o audio, a mesma coisa me preocupa, atualmente apenas mp3 é suportado pelo Chrome, no firefox suporta apenas ogg vorbis. Tem algumas técnicas que voce adiciona ou faz o transcode nativo para ogg, mais para usuário final, ninguém vai querer fazer transcode de cada musica para ouvi-la. Ele se preocupa apenas em dar o play.

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< !doctype html>
<html>
  <head>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>HTML 5</title>
  </meta></head>
  <body>
    <p>Uso de musica com HTML 5</p>
 
  	<audio controls="controls">
    <source src="musica.mp3" type='audio/mp3'/>
 
  </audio></body>
</html>

Por fim, chegamos a parte de mudanças. Eu abreviei ao máximo para não ficar cansativo, se você chegou até aqui, parabéns, você é meu leitor preferido. A próxima parte eu chamo de “Competitividade”.

Competitividade
Embora o HTML 5 tenha trazido recursos interativos para o usuário final e coisas bem legais para o desenvolvedor eu ainda vejo que tem muito caminho pela frente, que na situação atual já se pode fazer coisas legais com ele, não tão avançadas como outras tecnologias já conhecidas e competitivas dele o SilverLight e o Flash.

Então, como eu vejo isso na competitividade atual e daqui para os próximos 5 anos? Eu vejo que tanto para o lado do desenvolvedor quanto para o lado do usuário, teremos coisas boas. Por que entre eles HTML 5, Silverlight, Flash e outros, eu percebo que a parte que falei evolutiva desse artigo vem a encaixar perfeitamente no que escrevo agora. Você poderá ver exemplos como o “Muro” um aplicativo feito pela DeviantArt, lhe chocando, porém se você for ver outros concorrentes como o que o pessoal da Aviary.com faz, você fica na dúvida de qual é o melhor e qual deles vai vencer na concorrência.
Eu tenho certeza que nenhum vai ganhar do outro. Todas as tecnologias vão ser alternativas, não terá mais essa preferência de “só flash”,”só silverlight”,”só html5″, quem vai decidir o que usar no final ou é o cliente ou é o usuário final. A web precisa de diversificação de espécimes como essas, não dá para ter apenas uma tecnologia predominante, tem que existir várias, onde-se é possivel manter em armonia ambos os ninchos existentes. É ai onde eu entro com o próximo tópico que chamo de “Vendedores”.

Vendedores

Cada um sempre quer vender seu peixe, e por mais que você do time do web standard queira ver por outro lado da moeda, você deve concordar comigo a segregação de cada um dos vendedores em uma especificação ainda em andamento e a fragmentação das implementações. Empresas que tem 100% de suas ações voltadas para produção de conteúdo web como o Google vão sempre sair na frente em consolidação das implementações, tanto é que o Chrome é o único navegador existente que suporta todas as especificações já definidas, coisa que outros até mesmo a Apple ainda não suporta.

Fato tal é que me preocupa nesse cenário, eu fico ainda cometendo os mesmos erros e com medos dos antigos fantasmas da web de 1997. Onde terei que ter jogo de cintura para lhe dar com a interoperabilidade das versões do navegador. Pergunto eu? Eles apenas se interessam na semântica da linguagem e não na semântica do navegador? Mesmo já tendo ouvido que navegador era coisa do passado. Eu acho que ainda teremos por muito tempo navegadores e por muito tempo vendedores implementando novas funções DOM para que facilite a vida do usuário e seu peixe venda mais rápido que o do vizinho. Assutador como desenvolvedor não?

Uma vez que eu tenho essa preocupação, você viu que em “mudanças”, grande parte é relacionada ao navegador, colocando mais poder ao DOM de interpretação e não na linguagem em si. Seria esse um calcanhar de aquiles que eu vejo em questões de compatibilidade? Eu só aposto nisso daqui à 10 anos para ver se realmente mudou ou se continua como está, já que não só de desktop vive mais a web.
É onde agora entro na última parte do artigo que falo sobre aplicações Web e HTML 5. Chamo ela de continuação.

Continuação

Depois de ter analisado, cansavelmente todos os exemplos que eu pude achar sobre o assunto, estudar e ver que ainda eu preciso esperar um pouco, quem sabe 1 ou 2 anos para ver realmente coisas prontas, eu falo isso por que minha vivência em mercado corporativo é grande, e se tem uma coisa que o pessoal que paga seu projeto odeia é algo como “working in progress” ou não homologado. Enquanto não for homologado seja aqui no Brasil ou lá fora o HTML 5 ainda não vai entrar nesse mercado, o que pode demorar a incomodar outras tecnologias do tipo como Flash/Flex.
Principalmente orgãos do governo que temem por segurança, e estabilidade de uso.
Terei a certeza que será amplamente usado em material de propaganda, start-up’s, aplicativos web para celulares como o Sencha onde o clico de vida de uma aplicação não tem tanta burocracia como os demais.

Posso investir nisso? Se você é curioso sem dúvida, você nunca sabe de onde a próxima oportunidade virá. Como você, eu sempre procuro estudar novidades e o HTML 5 como a plataforma Flash são as minhas preferidas, nem uma e nem outra ao meu ver competem em sí, ela trás apenas alternativas, tais alternativas me impressionaram.
O HTML 5 pode até ser aplicado atualmente em aplicações Web, mais eu prefiro por enquanto ficar com o JQuery. A parte mais dificil para mim escrever isso, podem apostar, foi não falar do Flash/Flex, não dizer quem é melhor que quem. Coloquei as diferenças ao lado e me posicionei como um novo desenvolvedor querendo aprender novidades.

E disponibilizo abaixo links da minha pesquisa, quero ouvir de você seu ponto de vista.

Links da pesquisa:

Pessoal

O que todo desenvolvedor Brasileiro deveria ter

Ao ler esse artigo escrito em 2010, ignore erros de português; Eu o escrevi em um tablet em um vôo de SP para Petrolina. E a emoção de escrever e não editar é um fracasso que todos estão sujeitos à possuir.

Você pode até ter pensado em softwares, dicas, mvc, etc. Não nada disso. Ao contrário disso, é umas dicas de interesse comum para fazer você valorizar não só seu trabalho, mais cada centavo que você ganha na ardua vida de desenvolvedor.
É sabido que no Brasil, temos diferentes culturas, diferentes custos de vida, diferentes perfis profissionais e consequentemente diferentes salários para a mesma função. É justo ter isso por que mantém o equilíbrio na economia nacional e local.
Então, 5 anos atrás eu decidir tomar um novo rumo, gastar menos e ganhar mais. Como desenvolvedor, esqueça você nunca vai chegar a ficar rico nessa área, pode ter uma vida boa, viver confortavelmente, levar a patroa para passear com as crianças e até mesmo comprar aquele automóvel lindo que você queria pagando ai em LEASING ou CDC.
Comecei a jornada em 5 anos atrás e hoje eu já vi e sinto os reflexos do que eu conquistei trabalhando muito menos e ganhando muito mais. Como não sou egoista, aqui vai minhas sinceras dicas que apliquei a mim, não sei ao certo se vai funcionar com você, comigo estão funcionando:

Paciência

É um ingrediente chave para seu sucesso como desenvolvedor. Sem ela você poderá comer o pão que o capeta amassou. Quando me refiro a ela, me refiro a ter cautela em declarações feitas ao cliente e/ou ao empregador. Não tome decisões furadas ou mude de emprego por causa que vai ganha R$500,00 a mais em seu salário. Eu ja vi gente fazendo essa estúpida decisão e depois ficar desesperado.
O segredo de tudo é ser paciente; Sabe aquela história que todos falam mais ninguém prevê “…Pense 2 vezes antes de fazer isso…”. Leve ela à sério. Uma decisão tomada erradamente vai te prejudicar para o resto de sua vida e de quem está ao seu lado (para os casados).

Seja Esperto

Não imagine querer passar a perna em alguém jamais. Quando eu me refiro a ser esperto eu me refiro a não sofrer uma rasteira de um trabalho freelancer que você pegar. Nosso país tem a famosa fama “Ô mania de brasileiro de sempre querer ter vantagem”, isso é um tabú. Sabendo disso faça a coisa certa. Fale sempre a verdade para seu cliente, mesmo que você tenha que devolver o dinheiro e ficar no prejuízo. A verdadeira importância do negócio não estar em apenas ganhar e sim em saber perder. Se você só pensa nos ganhos financeiros e não na satisfação do cliente/empregador, você precisa de tratamento.
Provavelemente você se pergunta, então como posso ser esperto? Simples, faça tudo em contrato recíproco. Aquele tipo de contrato que ambos saem ganhando em segurança, trabalho e valores. Um contrato de uma via só onde só você ou o cliente/empregador sai ganhando, vai dar em processo ou até pior virar uma merda.

O contrato que mais se encaixa em projetos gerais é o contrato de escopo negociável. Ele é justo nesses casos e vai te ajudar a tirar a indecisão de “fiquei na dúvida agora”.

Organize seu tempo

Quando se é solteiro, viramos madrugadas afora conectado no PC, onde maior parte do tempo gasto é em MSN, Gtalk, Twitter, Youtube. Vai dizer que não é assim? Só que quando você casa, a mulher quer atenção, ai vem filhos, etc, a coisa muda de cenário. Você sendo honesto consigo vai ver que não tem como fazer mais isso. Então provavelmente das 24 horas que você tem você gasta 8 horas dormindo, 4 horas em refeições, 5 horas com a patroa/filhos e 6 horas de tempo livre. É tempo bastante para se divertir com o que você gosta. Falta 1 hora né? Gaste com excercícios físicos.

Eu tenho um amigo Thomas, sempre que converso com ele me divirto. Ele sempre está “Atolado de freela”. Nunca está disponível para um rolé no shopping com os amigos, filmes etc.Estou sempre reclamando com ele, por que do tanto que ele trabalha deve ser milhionário não é Thomas? (Tô ferrado se ele ver que escrevi isso).

Organizando seu tempo você vai criar tempos livres que aconselhavelmente serão gastos em estudos. Uma hora livre pode não parecer nada. Agora tente passar 1 hora em um avião e você vai ver quão longo é 1 hora.

Especialista vs. Generalista

Falar nisso é tabú na certa e você vai descordar antes mesmo de começar a ler o resto. Essa idéia de ser um expert em uma só linguagem de programação é furada na certa. A cada 18 meses sua linguagem de programação vai ganhar outros concorrentes que nem mesmo você esperava. Então adapte-se. Seja um expert naquilo que você sabe, porém aprenda outras linguagens de programação. Não que você possa precisar um dia. Mais no dia que o cinto apertar você precisa folgar ele. E para folgar você precisa saber como. Como? Você ja sabe, escrevendo código para empresa/clientes.

Não amole muito nesse ponto, Seu cliente não liga a mínima em que linguagem você escreveu, ele vai dar a máxima se ele ficou satisfeito com o resultado final, se a experiência do usuário do sistema/site dele foi ótima e se o sistema funciona. Então, qualquer linguagem isso é aplicável, indepentende do que você vai ou pretende fazer, desde que saiba o que está fazendo. Ficou na dúvida, então procura por amigos, conselheiros, google. Em todos os casos alguns desses vão te ajudar.

Esqueça Trends

Trends são passageiros e tem muito aspirante a desenvolvedor que me envia e-mail perguntando “Sai da faculdade agora, em que devo investir”. Se você saiu da faculdade e ainda não sabe. Você tem 90% de chance de trabalhar em outra área que não seja na área que você estudou. Então não tenha a idéia de “maria vai com as outras”. Não se baseie em sucessos feitos por desenvolvedores de ipad,iphone que ficaram ricos da noite para o dia “From rags to Rich”. É casos raros e acaba com sua carreira. Então como é que se faz? Você sempre tem um amigo bom de programação, em qualquer das linguagens, se você gostar do que ele faz, é melhor segui-lo. Ou não! Ler um blog pode lhe influenciar, se você se sente bem ao ler um determinado blog, veja o que aquele desenvolvedor faz e tente segui-lo. Então nesses casos eu não tenho uma receita certa, eu vou pelo meu instinto.
Foi o que aconteceu em 2004. Falei que o Flex iria decolar, aqueles que me segiram na época hoje eu mal vejo, todos estão com seu próprio negócio e de bem com a vida, pelo menos eram 10 e da para lembrar de todos não é Brianezi?

Ajude para ser ajudado (Adicionado depois de 1 hora publicado esse artigo)

Gosto muito de uma frase que se diz “O verdadeiro sucesso é quando você ajuda as pessoas a atingirem seus sonhos de criança”. Essa frase foi de Randy Pausch quando ainda era vivo.
Existem vários tipos de ajuda, independente do que ela se trata. A vida é páginas de um livro, a folha que você acabou de virar é antiga, a nova sempre é uma descoberta. E tem muita gente nova querendo aprender, e por falta de experiência as vezes faz perguntas bobas ao seu ver. Porém não ignore-o, ajude sempre que puder, tenha em mente que você ajudando aquela pessoa ela de um certo modo vai lhe admirar por muito tempo e até lhe indicar para trabalhos futuros, por que ela vai lhe enxergar como uma referência profissional para ela, o que acaba completando o que escrevi antes “Esqueça trends”.
Ajudar não vai doer ou diminuir seu tempo. Vejam o caso do Vedovelli, Ele é um blogueiro que virou empresário e montou sua própria empresa. Só que você que chegou agora, pode imaginar que foi da noite para o dia, porém levou-se anos dedicando a ajudar as pessoas, blog, emails trocados, etc. E olha onde ele está hoje. Duvido que lhe custou fazer isso. E também duvido que ele fez isso pensando apenas no retorno. A ajuda em boa hora salva uma pessoa ou uma equipe. Não só o Vedovelli como exemplo, existem vários outros por ai, como o fundador da Boo-box o Marcos, O Daniel criador do pag-seguro. Em resumo eu lhe digo que a vida é uma caixa de surpresas boas, não veja apenas pelo lado bom, tem ruins, e mesmo assim elas continuam sendo boas.
Como assim ruins sendo boas? É fato que agente não gosta de erros, coisas ruins, percas. Porém aprenda com ela. Dizem lá pela China que o ontem é passado, o amanhã é um mistério e o hoje chama-se presente por que é uma dádiva. Então aproveite seu tempo de dádiva plantando coisas boas.
Pode ser blog, participação em lista de discussão, comentário construtivo sobre um trabalho feito, não trollagem, falo em construção de pensamento do autor de cada email, post etc. O que não vale é confundir boa vontade de alguém com pedidos de ajuda em msn, skype, gtalk etc. O google é feito para isso, basta saber fazer a pergunta, o que muita gente esqueçe disso as vezes. Então antes de perguntar, estude sua pergunta, vai que nesse estudo de pergunta você não acha sua resposta.

Valorize seu salário ou recompensa

Não conheço 1 desenvolvedor que tenha o saco da satisfação cheio com o salário que ganha. Duvido que você conheça. Na pior das hipóteses ele vai tentar completar a falta de $$ com freelas e acaba esquecendo de viver. Primeira dica que eu dou nesse quesito é “Não reclame do seu salário”. Não é que você ganhe mal, você é que gasta mal seu dinheiro, com coisas bestas. Não estou falando em ser mão de vaca ou “canginha” como se dizem em Pernambuco. Estou falando em saber gastar seu dinheiro. Com bobagens eu nunca gasto. Quais são as bobagens? Trocar de computador todo ano, comprar coisas que você vai usar no primeiro mês e depois esquecer. Eu já fiz isso, comprei um Nokia E72 e usei 1 ano, depois largei de mão e passei para frente. Fui burro, de nada me serviu ele a não ser me deixar mais pobre por que eu ligava constantemente para namorada(hoje esposa).

Como valorizar aquilo que eu ganho? Economise e compre Ativos, sabe o que são eles? Aquele tipo de coisa que você compra e vai te dar lucro em um médio período ou em um longo período. Se dé, economise para comprar Apto, terrenos, ações na bolsa. Falando em ações hoje é simples fazer isso.
Calcule comigo:

Fulano desenvolvedor ganha mensalmente R$2.500,00.
Descontos em impostos direto na fonte: R$330,00
Ele gasta com aluguél + àgua + energia + internet = R$650,00
Ele gasta com compras de mercado para ele e esposa R$500,00
Ele gasta o resto da grana com coisas bobas = R$1.020,00
E 4 dias após receber o salário ele já fica liso.

Agora se ele levasse a sério o item “Seja esperto”. Ele usaria a lógica switch. Juntaria e compraria novos empreendimentos na cidade, geralmente um terreno 10×20 custa na faixa de seus R$6mil reais em novos bairros. Ou em ações que rendem no mínimo 20% ao ano (Ora é melhor que poupança).

Então, ele pegaria R$400,00 reais mensais e aplicaria em uma ação ON, tipicas ações como Petrobras, Vale, HP, etc. Em 1 ano ele teria:

Ganhado o salário bruto R$30.000,00
Com salário líquido de R$26.010,00
Investido em ação ON R$4.800,00
Tendo uma taxa de valorização em 20%/ano : R$960,00
Valor total disponível depois de 12 meses de investimento R$5.760,00

Desse valor ele pegaria e compraria um terreno em um bairro pobre de seu municipio. Em 4 anos esse mesmo terreno estaria custando 40% até 50% mais caro do que ele comprou.
Então ano após ano ele faria isso e depois de 10 anos de experiência no mercado ele teria 10 terrenos valendo em média cada R$10.000,00 o que lhe daria R$100.000,00 de patrimônio.
E ele só precisou economizar anualmente R$4.800,00 e lucrou 110% sobre o mesmo período.
Então pergunto a você, você ganha pouco? Ou não está sabendo gastar o que ganha? Eu fico com a segunda opção.

E se caso não te interessa esse tipo de assunto, você pode investir em Ativos fixos, como: Comprar equipamentos como celulares, notebooks, pc, para trabalhar e em um certo período tirar o investimento feito, que foram trabalhados na sua aquisição. O que muita gente acha caro comprar um celular para criar aplicativos em média R$2k e um PC bom por $5k. Você pode tirar em um trabalho até 3x o valor que você investiu, então portanto o que você comprou se paga.

Todo esse exemplo acima é enxergando da maneira mais bizarra possível, ou seja sendo excessivamente pessimista.

Essas são minhas pequenas e sinceras dicas para todo desenvolvedor, seja ele do HTML até o assembly. A vida é curta demais para você ficar baixando torrent e não investir. E você mais alguma dica? sugestão? Queria ouvir de você também sua experiência.

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Flex para dispositivos móveis – Palestra on-line em 03/09/2010

Como todos que tem twitter ou fizeram sua inscrição no #BRConference (www.brconference.com.br), acabou ficando triste por não ter mais o evento. Eu particularmente fiquei bastante triste por não poder participar como palestrante de um evento tão grande e com grandes nomes envolvidos, muitos dos quais ainda não conhecia pessoalmente.

Estava bem empolgado, porém não sei ao certo o que ocorreu, apenas sei que o pessoal que estava organizando fez o melhor. Nem tudo na vida acontece como planejamos.

Porém, quem estava ancioso para assistir minha palestra “Flex em dispositivos móveis”. Pode ficar tranquilo, mesmo o evento não acontecendo do qual tinha preparado e tenho preparado um material excelente para 1 hora de apresentação, vou adapta-lo para uma palestra virtual nos moldes do “Flex Mania“, assim eu consigo atingir todos aqueles que realmente iam ao evento, porém não foi, queriam mais não tinham dinheiro suficiente para fazer a inscrição, está em outro país e iria perder o evento.

Então anote ai: Dia 3 de Setembro de 2010
Local: Adobe Connect
Horário: 09:00 até as 11:00

Eu divulgo mais detalhes de como participar, pagar, etc. Daqui alguns dias.

Notícias

Oportunidade de emprego para desenvolvedor Flex

Somos uma softhouse situada no sudoeste do Paraná (Pato Branco) e
estamos recrutando talentos com habilidades em Flex e java…

Requisitos:
– Experiência anterior com desenvolvimento de sistemas;
– Conhecimento de banco de dados;
– Disponibilidade para residir em Pato branco – PR

Desejável:
– Experiência em Oracle, PostgreSQL, SQL Server;

Interessados enviar curriculum para rhpb@pop.com.br