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A fragmentação do Android e a dor de cabeça de desenvolver nativo

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É fato e não tem como argumentar com dados, desenvolver para Android é um saco do ponto de vista nativo, na RIACycle cobramos muito mais caro para Android do que para iOS, por que justamente o cliente muitas vezes não entende o tamanho do problema que é para criar para dispositivos com Android.

[pullquote align=”left”]Relatório completo da Open Signal aqui.[/pullquote] E com base em quê para fazermos isso? Vejamos, sem dados eu não tenho como argumentar com você que lê agora, mas assuma que eu consegui os dados disponíveis aqui. Claro que isso não remete a realidade global, mais os dados podem ser comparados ao que temos no Brasil, você conhece alguém com smartphone que tenha o Android instalado? Percebeu qual a marca dele e o tamanho? Qual versão ele usa?

Esse relatório da Open Signal é basicamente o que eu tenho lutado nos últimos tempos e eu sempre venho com as seguintes perguntas em sequência:

[quote style=”1″] Para qual dispositivo Android você quer fazer?
Você quer fazer nativo ou usando tecnologias alternativas?[/quote]

Até ai, o cliente já está com o pé atrás e pergunta, Ah! Mais tem preço diferenciado? Sim, veja só, embora o Google tenta ao máximo lançar bibliotecas de compatibilidade entre diferentes versões da API, a questão é o mesmo aplicativo nativo que via rodar no Android 2.3 vai rodar no Android 4.2. A grande diferença é que você vai roda-lo mais lento no 2.3 e mais rápido no 4.2. Por que consequentemente quem está com o Android 4+ tem um aparelho no mínimo melhor.

Quem cria jogos como é nosso caso, o problema ainda é mais sério, já que você além de ter a dificuldade de trabalhar com diferentes tamanhos de telas, densidades, você tem que se preocupar com o consumo de energia da bateria.

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Um dos pontos chaves para trabalhar com a plataforma é a questão da API. Como mencionei rapidamente logo acima, é difícil você fazer isso de forma menos trabalhosa no Android, por mais que você queria, você vai acabar abrindo mão de um comportamento específico de navegação ou recurso e adotando um compatível com o nível de aplicativo que seu cliente quer.

O Google até se esforça nesse quesito e até com louvor nesse aspecto, mas é raro não ver algum desenvolvedor falando mal desse kit, justamente por que é limitante e vez ou outra você vai acabar implementando uma nova usando algum fragmento seu próprio ou criando um novo tipo de layout ou animação para superar as espectativas de seu cliente.

Claramente o que temos visto nos últimos 8 meses é que finalmente o cliente entendeu que o mercado de Android no Brasil é dominado pela Samsung, e fica mais fácil criar um aplicativo que rode apenas para ele, porém você não vai querer fazer um App apenas para uma marca, você quer fazer para o público em geral e isso cria uma falsa espectativa de que vai ficar bonito em tudo que é dispositivo.

Já viu o tanto de fabricante que existe?
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Imagine ter que criar vários deploys para diferentes marcas ou fabricantes? Haja recurso para isso.

Está tudo perdido? Claro que não, tudo depende de quanto você ou seu cliente está disposto à gastar na hora de criar as Apps, sempre a alternativa mais barata quando se não tem tanto prazo e dinheiro é usar cross-compilação, que no caso o Phonegap tem ajudado bastante.

A grande vantagem do phonegap é que você rapidamente pode criar Apps para peças publicitárias ou games em html5 ou até mesmo com Adobe AIR e usar uma API unificada e isso meu amigo, atrai e muito os olhos de quem desenvolve.

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