Adobe AIR 2.0 é uma run-time madura para desenvolvimento comercial?
Escrito por Igor Costa em 5th, fevereiro, 2010![]()
Essa é uma pergunta que eu queria ter respondido à 24 meses atrás. Quando o AIR era significativamente imaturo o suficiente para não ser tão adotado em empresas de médio e grande porte.
Porém, nossa perspectiva mudou muito ao longo do tempo e a cada novo release da run-time para o mercado. O que sem dúvida grandes dúvidas do passado, iam sendo sanadas e a cada mês que passava enxergávamos o run-time com outros olhos.
Passou-se todo esse tempo e fizemos essa mesma pergunta. Agora ele está pronto para soluções comerciais? A resposta é sim, entretanto, haja muita coisa a ser implementada que é assunto para outro post.
O AIR 2.0 está próximo de sair e diferente do que tinha em mãos assim que foi lançado. É como comparar água com vinho. Altamente diferente.
Exemplo disso foi o caso da Mundo Livre, nossa parceira. Onde criou o primeiro aplicativo AIR no mercado global a nÃvel comercial. Sofreu muito com mudanças de API, embora o sistema se mostrou bastante satisfatório para época. Não é atoa que hoje todos os ônibus da Artesp são monitorados com sistema feitos em AIR+Flex+.Net. Eu tiro o chapéu para eles, afinal pioneirismo desde que criavam RIA com Flash MX, sempre tem sofrimento. Não foi muito fácil conseguir tal feito 24 meses atrás.
Apontarei então quais aspectos necessários e extras que já vão estar no AIR 2.0 atual.
O primeiro aspecto positivo nessa mudança é a palavra INTEGRAÇÃO; Não só por novas capacidades do run-time, mais pela integração dos clientes e desenvolvedores de outras plataformas, agindo diretamente em futuras decisões à serem colocadas do papel para a vida real. Como posso citar o caso da empresa RoundArch . Ela sem dúvida aumentou muito sua influência para contrair novas capacidades ao air. Exemplo disso é sua integração com os carros Tesla, que são produzidos para emitir 0% de CO2 na atmosfera.
Nessas, dimensões a Adobe parou de brincar com o AIR e levou ele mais a sério como um suposto futuro do Flash Player, que é a integração total com Desktop RIA e Web RIA.
O segundo aspecto dessa mudança foi a capacidade de detectar dispositivos móveis sendo retirados e montados. TÃpico do “espetar o pen-drive”. Essa sensibilidade estava sendo almejada à algum tempo pelo pessoal desde que fora lançado já que dar para fazer muita coisa com esse tipo de função. Exemplo é o caso do Dropbox onde você pode arrastar e soltar arquivos dentro de seu aplicativo sem precisar instalar e carregar para onde for, sempre sincronizado toda vez que você se conectar ao serviço deles.
Isso é fantástico, embora no framework .Net tenha isso que o foco é 100% desktop. Para um sistema onde há a possibilidade de escrever tal função usando a minha capacidade técnica de programar apenas na linguagem que eu for familiar, se tal familiar for HTML/Javascript, MXML, Flash ou Actionscript 3.0.
O terceiro aspecto que mudou bastante foi de segurança. Eu fui crÃtico assÃduo desse aspecto. Principalmente quando se envolve aplicativos que lhe dar com missão crÃtica ou manipulação de valor monetário. Exemplo é o aplicativo da Nasdaq, que foi feito usando a plataforma AIR 1.5.3 à qual já possui sistema de encriptação de dados. Antes era um terror, o máximo era um sharedObject com MD5. Agora a coisa muda de esfera e passa a ter um run-time mais maduro. Já que antes, nesse post que fiz em inglês, era muito fácil disseminar vÃrus pelo AIR.
Essa falha grave foi logo consertada assim que lançaram de Apollo para AIR 1.0. Eu gostei da rápida resposta da Adobe em relação a esse item. Já que agora é fácil suportar certificados digitais e dar um pouco mais de segurança. Uma das grandes novas apostas no novo AIR 2.0 é justamente melhorar mais ainda a comunicação via HTTP/Rtmp/Sockets com muito mais segurança, colocando ai mais integração com sistemas nativos de autenticação. Podemos chutar que quem sabe o próximo aplicativo do Leão não seja feito uma versão teste em AIR? Dúvida?
O quarto aspecto que agradou bastante foi o fato de suportar gestos e multi-toque.Sem dúvida é um dos pioneiros nesse assunto. Já que outros fabricantes de software não falaram se haverá tal suporte em seus run-time. Abre um leque tão grande de novas aplicações multimÃdias, interativas, e diminui mais a barreira da questão do uso do teclado e mouse. Eu acredito que daqui 10 anos, mouse e teclado são peças de museu.
O quinto aspecto qualitativo dessa versão 2.0 é a interoperabilidade de impressão entre diferente sistemas operacionais. Por exemplo. O mesmo fluxo que é impresso no Windows pode ser igual ao Mac e Linux.
O último aspecto bastante interessante que o AIR 2.0 tem é a possibilidade de abrir arquivos do seu desktop com os programas padrão instalados em sua máquina. Por exemplo. Você lista um documento .docx e documentos do tipo .xls e em um duplo clique você pode abrir eles no Microsoft Word e Microsoft Excel. Valendo para qualquer tipo de arquivo, desde que o programa padrão que for usa-lo, esteja instalado em sua máquina.
Dentre outras novas funcionabilidades, o AIR 2.0 se mostrou maduro suficiente para entrar de vez no mercado de IT e criar soluções não parrudas, mais soluções funcionais que ajude empresas a utilizar mais e mais a internet e melhorar sua produtividade com novos sitemas. Ficou com alguma dúvida, envie sua opinião. Ela sempre é bem vinda.
Durante anos estivemos dedicados ao desenvolvimento de Aplicações Ricas. Durante anos estivemos dedicados a tecnologias como o Adobe Flex, BlazeDS, LiveCycle Data Services, Zend AMF, AMF PHP, Adobe Flash Professional, Flash Media Server, etc. Mas, principalmente, durante anos estivemos dedicados a compartilhar o nosso conhecimento com a comunidade. 





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