NodeJS/ Open-source

Atualizando o NodeJS no Linux

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Eu tinha instalado o NodeJS pela primeira vez quando ainda era na versão 0.04+, bem antiga por sinal e cheia de bugs de segurança, na época precisei para criar uma API simples para demonstração de um cliente e hoje precisei novamente.

Só que hoje, existem N frameworks para fazer API Restful de forma fácil, precisava usar uns módulos novos,só que alguns requerem no mínimo a versão 0.8+, então o jeito foi atualizar.

Para utilizar você deve estar logado como super user no Linux. E executar os seguintes comandos:

sudo npm cache clean -f
sudo npm install -g n
sudo n 0.X.XX a versão que você quer instalar
sudo n stable

Voilá, você tem a última versão do NodeJS e NPM instalados, podendo instalar qualquer pacote que você queria em seu servidor.

Funcionaria perfeito, se fosse em um mundo perfeito, só que em meu caso, dancei com alguns erros bizarros de SSL_CERT, o que fiz foi desabilitar o SSL e forçar ele a usar normal, depois você pode habilitar se quiser.
npm config set strict-ssl false
npm install npm -g

Pronto, ai só repetir os mesmos comandos acima e já funciona. Acho que até a última linha não havia necessidade de ser repetida, embora eu tenha repetido só para garantir que está funcionando perfeitamente.

Dicas/ Negócios/ Open-source

Como economizar dinheiro com backups em serviços Clouds

dropbox-logo

É justo afirmar que o preço do espaço em Gb caiu exponencialmente em todos os serviços de Cloud Servers pelo mundo, o problema é que esses valores são voláteis a questão do Dólar. Se você faz parte de uma startup esse custo acaba ficando caro, além da taxa cambial existe o IOF que subiu absurdamente de 0.38% para 6.38% em operações no exterior.

E isso meus amigos é um balde de água fria em seus planos, justamente é onde entra o jeitinho Brasileiro, você pode economizar uns US$20 até US$2mil dolares só com isso, tudo depende de como você quer fazer.

Eu sou usuário constante dos serviços de Cloud da Amazon e Linode e quando se tem banco de dados de terceiros para salvar o backup diário, isso acaba sendo uma bola de neve, é fácil gerar e usar as operações de I/O e até mesmo banda acaba ficando praticamente grátis.

Meus gastos só com isso eram exatos US$90.00 ~ US$95.00 mês, já que os backups eram feitos na Amazon o custo ficou caro, especialmente guarda-los no S3. Então aqui vai minha dica.

No caso da Amazon Web Services (AWS)

Não usem o S3 e nem tampouco o EBS para guardar seus dados, pagar para quê, quando você pode ter isso de graça.

Eu tenho 6 bancos de dados que são feitos backups diários, uma média de 4Gb por backup, isso me dá 24Gb de espaço para guardar diários.

Façamos a conta básica.
6DB x 4Gb x 30 dias = 720Gb de dados mensal.

Na Amazon esse custo sai mensal US$88.24 ou US$88.24 * (cotação do dolar ) + 6.38% = R$225,28/mensal

Em uma operação de pequena escala como essa é um custo até rasoável, em 1 ano por exemplo gastariamos aprox. R$2.703,36

Fora o fato de ter uma micro ou small instância para fazer esse serviço, rodariamos um volume EBS e tempo para uso, pode fazer o shutdown da instancia depois que completar, mesmo assim duraria algumas horas, esse calculo eu deixo por fora.

Agora vamos ao Linode

Uma péssima notícia, você vai gastar uma grana, por que o serviço de backups é terrível, além de caro por sinal. Então o jeito é você lançar um linode de 4Gb que custa US$80.00/mensal.

Impraticável se fizermos o cáculo.

US$80.00 * (cotação do Dólar) + 6.38% = R$204,24/mês e R$2450,88/ano.

Embora seja a metade da capacidade do AWS, você morreria com uma grana alta só para o backup do banco, fora arquivos.

O jeitinho Brasileiro.

Existem 3 maneiras de economizar isso:

  • Salvando isso no escritório, que é pouco prático.
  • Comprar serviços Brasileiros de Cloud :(
  • Usar outros serviços de Cloud para tal

Eu optei pelo jeitinho, acabei optando pelo Dropbox Pro que custa só US$9.99/mês. Ele vem com uns 110Gb de espaço.

US$9.99 * (cotação do Dólar) + 6.38% (IOF) = R$25,50 reais/mês e R$306,00 reais/ano.

Somando alguns gastos com instâncias e volumes EBS montados só para o backup à um custo adicional de R$79,00/mês, meu custo final com essa alternativa ficou em R$104,50/mês e R$1.254,00/ano.

Eu tentei usar o Google Drive, só que sempre dava erro na sincronização, já que ele não aceita requisição de dados via TLS, não sei o por que, acho que foi algum erro em meu script e acabei não tendo sorte.

Eu usei o Dropbox Python SDK, mais rápido para executar a tarefa e também por integrar melhor com o terminal do linux.

Eu já uso o Dropbox para manter o código atualizado sempre, só que dessa vez assumi alguns riscos e o uso é desaconselhável em grande escala. Use por usa conta e risco.

Dev. Software/ Dicas/ Dicas e truques/ Labs/ Notícias/ Open-source/ Pessoal

Scratch ensinando crianças à programar

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O MIT sempre acerta no quesito de metodologias de ensino para o futuro e eu apoio a idéia de ensinar crianças a programar de uma maneira divertida e intuitiva, é o caso do projeto Scratch(“Rascunho”), que ajuda crianças a entender melhor e raciocinar melhor a questão do pensamento lógico e abstrato de seus desenhos.

Imagine você ensinar crianças na faixa etária de 5 até 10 anos à programar dessa maneira, ensina-los como criar um pensamento exponencial usando seus próprios desenhos, isso fomenta o conhecimento por áreas exatas e prepara o futuro da humanidade para a exploração espacial, dúvida?

Para encurtar a curva de aprendizagem no Scratch eu gravei um vídeo bem rápido mostrando como funciona e como pode ser criado animações, jogos simples e até sistemas. Gostou? Compartilhe nas redes sociais, divulgue na sua escola e ensine as crianças.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=nAod_01YZHw” width=”600″ height=”400″ jwplayer=”controlbar=bottom”]

Ensinar o futuro da nação à programar não é tão difícil assim, já que a intenção justamente não é transforma-los em desenvolvedores de software, mas fazer com que eles transformem a maneira de pensar de um modo linear como é feito hoje para um modo lógico e escalonável e isso meus caros só através de programação.

Programar pode ser útil para o raciocínio de seus filhos, alunos. Ajudem eles a aprender de uma forma totalmente diferente da sua.

Acesse: http://scratch.mit.edu

Android/ Apache Cordova/ Dev. Software/ Dicas/ Notícias/ Open-source/ Phonegap

A fragmentação do Android e a dor de cabeça de desenvolver nativo

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É fato e não tem como argumentar com dados, desenvolver para Android é um saco do ponto de vista nativo, na RIACycle cobramos muito mais caro para Android do que para iOS, por que justamente o cliente muitas vezes não entende o tamanho do problema que é para criar para dispositivos com Android.

[pullquote align=”left”]Relatório completo da Open Signal aqui.[/pullquote] E com base em quê para fazermos isso? Vejamos, sem dados eu não tenho como argumentar com você que lê agora, mas assuma que eu consegui os dados disponíveis aqui. Claro que isso não remete a realidade global, mais os dados podem ser comparados ao que temos no Brasil, você conhece alguém com smartphone que tenha o Android instalado? Percebeu qual a marca dele e o tamanho? Qual versão ele usa?

Esse relatório da Open Signal é basicamente o que eu tenho lutado nos últimos tempos e eu sempre venho com as seguintes perguntas em sequência:

[quote style=”1″] Para qual dispositivo Android você quer fazer?
Você quer fazer nativo ou usando tecnologias alternativas?[/quote]

Até ai, o cliente já está com o pé atrás e pergunta, Ah! Mais tem preço diferenciado? Sim, veja só, embora o Google tenta ao máximo lançar bibliotecas de compatibilidade entre diferentes versões da API, a questão é o mesmo aplicativo nativo que via rodar no Android 2.3 vai rodar no Android 4.2. A grande diferença é que você vai roda-lo mais lento no 2.3 e mais rápido no 4.2. Por que consequentemente quem está com o Android 4+ tem um aparelho no mínimo melhor.

Quem cria jogos como é nosso caso, o problema ainda é mais sério, já que você além de ter a dificuldade de trabalhar com diferentes tamanhos de telas, densidades, você tem que se preocupar com o consumo de energia da bateria.

frag_droid_

Um dos pontos chaves para trabalhar com a plataforma é a questão da API. Como mencionei rapidamente logo acima, é difícil você fazer isso de forma menos trabalhosa no Android, por mais que você queria, você vai acabar abrindo mão de um comportamento específico de navegação ou recurso e adotando um compatível com o nível de aplicativo que seu cliente quer.

O Google até se esforça nesse quesito e até com louvor nesse aspecto, mas é raro não ver algum desenvolvedor falando mal desse kit, justamente por que é limitante e vez ou outra você vai acabar implementando uma nova usando algum fragmento seu próprio ou criando um novo tipo de layout ou animação para superar as espectativas de seu cliente.

Claramente o que temos visto nos últimos 8 meses é que finalmente o cliente entendeu que o mercado de Android no Brasil é dominado pela Samsung, e fica mais fácil criar um aplicativo que rode apenas para ele, porém você não vai querer fazer um App apenas para uma marca, você quer fazer para o público em geral e isso cria uma falsa espectativa de que vai ficar bonito em tudo que é dispositivo.

Já viu o tanto de fabricante que existe?
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Imagine ter que criar vários deploys para diferentes marcas ou fabricantes? Haja recurso para isso.

Está tudo perdido? Claro que não, tudo depende de quanto você ou seu cliente está disposto à gastar na hora de criar as Apps, sempre a alternativa mais barata quando se não tem tanto prazo e dinheiro é usar cross-compilação, que no caso o Phonegap tem ajudado bastante.

A grande vantagem do phonegap é que você rapidamente pode criar Apps para peças publicitárias ou games em html5 ou até mesmo com Adobe AIR e usar uma API unificada e isso meu amigo, atrai e muito os olhos de quem desenvolve.

Leiam

Apache Cordova/ Notícias/ Open-source/ Phonegap

Phonegap 3.0 mais rápido e muito mais adaptável

cordova_logo

Chegou a tão aguardada versão do Phonegap onde você pode criar aplicativos que sejam compilados usando apenas as classes ou plugins que você de fato precisa, já que essa função era privilégio apenas de SDK nativo.

O Phonegap 3.0 marca uma nova era de aplicações feitas com tecnologias WEB, por que agora plug-ins e códigos de terceiros ficam muito mais organizados, pode ser distribuído pelo Node NPM.

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Outra novidade tão aguardada foi a inclusão de outras plataformas à lista de suporte da tecnologia como o Windows 8, Firefox OS e Ubuntu. Show!

Duas novas APIs foram adiciondas, foram a inAppBrowser e a Globalization.

Um guia de migração também está disponível para quem quiser adaptar uma aplicação já existente ao novo framework, assim como criar plug-ins para o Phonegap ficou mais fácil ainda, veja aqui a documentação.

E a última novidade mais esperada foi no quesito de SDK nativo para fazer a compilação para determinada plataforma, se você não tem ele, você pode usar o CLI do projeto que é a interface de comandos do console que integram automaticamente com o serviço de Phonegap Build.

Alternativa ao Flex Builder/ Apache Flex/ Flash Builder 4.5/ Flex/ Flex Builder 4/ Notícias/ Open-source

Modo visual do Flash Builder feito em Javascript

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Quando a Adobe decidiu arrancar sem dó o modo visual do Flash Builder muita gente esperniou como um bebê por que isso era uma mão na roda, já que a plataforma em sí por todos esse anos foi conhecida como RAD (Rapid Application Development), uma IDE que fizesse o arrastar e soltar e gerar código ao mesmo tempo seria fantástico do ponto de vista quem depende dela, acho que é por esse motivo que muita gente não sai do Visual Studio, te deixa muito confortável. Em fim!

Ontem eu fiquei curioso, o Janderson , havia me mostrado o Layoutit que é um projetinho bem bacana que te ajuda a criar interfaces para a Web usando o Twitter Bootstrap, é uma mão na roda para prototipar páginas de forma rápida e sem escrever código.

Como eu ando tão atarefado entre jogo multi-player( vai demorar um pouco para sair), e o cycle.JS, dificil arranjar tempo para hackear você mesmo.

Dificil? Se é! Da próxima vez que eu ver uma IDE com essa função vou trata-la de forma mais respeitosa, por que montar um troço desse com tamanha qualidade é um trabalho absurdo e consome seu precioso tempo entre as teclas CTRL+F5.

E esse foi o resultado da operação depois de 72 horas desenvolvendo:

first-shot

Você pode rodar ele direto do seu navegador, seja no iPad, Android, Windows, Mac, Linux, só requerer que você tenha o Chrome instalado.

Quem quiser já começar a testar [button link=”/projetos/apacheflexuibuilder” color=”#7ec115″ size=”3″ style=”1″ dark=”0″ radius=”5″ target=”blank”]Testar Agora[/button]

Bugs, falhas, reportem direto no Github, esse é um típico projeto que te deixo livre para fazer um Fork, modificar, refazer e colocar ele adiante.

Dedicado ao pessoal da comunidade Flex, Flex-Brasil, Flex-dev, Janderson, Erko.

Notícias/ Open-source/ Pessoal

Sobrevivendo à um ataque DDoS

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Domingo e ainda hoje passei por 2 ataques DDoS, a notícia veio logo de imediato, assim que eu comecei a receber mensagens de status do servidor que haviam mais de 1 mil requisições por segundo de determinados IP.

Vivemos em um mundo onde odiamos,batemos e massacramos gays/lesbicas/pastor sem noção/ político corrupto. Pelo simples fato de não ir com a cara ou ser contra algumas idéias, de onde surgem esses tipos de pensamentos é onde se cria os maiores ódios internos. Rasteiramente você colocar um site para baixo “tango down” por pura diversão ou malícia é o mesmo que cometer um crime.

Ataque de DDoS o que é?
Basicamente existem N formas de fazer isso, a mais comum é fazer requisições em um determinado arquivo grande em um site, para que o servidor seja ele apache, nginx, possa ficar com todas as conexões simultaneas abertas em um intervalo de tempo de ms e assim quem for entrar em seu site ele fica inacessível. Ou seja fora do ar.

Em termos de compração é basicamente assim.

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Você tem milhares de conexões e sobrecarrega o servidor, outras formas desse ataque. E ai eu me pergunto, por que diabos alguém quer derrubar um site simples de desenvolvimento? Meu exclusivamente?

Aqui vai meu conselho para quem está fazendo isso.

[quote style=”1″] Na boa, você provavelmente deve está lendo esse post, você conseguiu sua glória troll por uns instantes, é deprimente usar seu talento para destruição, você deveria usar suas habilidades em coisas fantásticas, construtivas e acima de tudo praticar o bem.[/quote]

Como se prevenir dessas atitudes?

1 . Mantenha seu sistema operacional sempre atualizado, especialmente com pacotes críticos.

2 . Se você tem acesso ao seu servidor Linux e usa Apache, ative os módulos mod_evasive e mod_security . Desative o Whoopsie do seu linux , ele é basicamente um correspondente de erros que fica doidinho nessas situações de multiplas requisições.

3. Utilize um CDN para seus arquivos js/css/png/jpg/swf.

4. Se você usa o wordpress como seu engine, é bom fazer cache para não ficar com problema de sobrecarregamento das queries e travar o servidor, o WP_super Cache é um excelente plug-in.

5. Monitore os acessos ao seu servidor usando o comando

netstat -anp |grep 'tcp\|udp' | awk '{print $5}' | cut -d: -f1 | sort | uniq -c | sort -n

Você pode criar um script bash DAEMON para monitorar a cada 1 hora para ver como anda os acessos e assim você ficar sabendo quando um ataque DDoS está sendo iniciado.

Essas são medidas que diminuem os ataques quando é necessário, seu site pode voltar a cair mesmo depois de adotar tais medidas, você só precisa ter um pouco de paciência, experiência e tudo se resolve.

Apache Flex/ Flex/ Notícias/ Open-source

Apache Flex é uma tecnologia de interfaces que vai continuar revolucionando pelos próximos 10 anos

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Trabalhar em um grande projeto open-source é um desafio grande, em especial com o projeto Apache Flex que segue um forte legado de satisfação para quem desenvolve assim também para quem tem a solução criada por ele.

Faz aproximadamente 14 meses, desde que o projeto foi doado para fundação Apache e contribuições não param de chegar, só para você ter uma idéia é uma média de 140 emails recebidos por hora na lista de desenvolvedores, discutindo sobre vários aspectos o que a tecnologia ofereceu e o que ela está para oferecer.

Flex foi, é e provavelmente continuará sendo a melhor tecnologia de interfaces que o desenvolvedor já conheceu, sem tirar nenhuma palavra dessa sentença, o único erro da tecnologia foi ficar presa no tempo e na caixinha de areia do Flash Player.
Nesse artigo, eu quero apresentar para você, desenvolvedor Flex que vem acompanhando esse blog desde 2004 o que torna hoje o projeto Apache Flex um futuro tecnológico brilhante além de seu tempo. Eu já previa isso aqui.
Adobe Flex e seu passado

O Flex veio em um período que linguagens de interface eram o elo fraco de uma aplicação desktop ou web, e ele supriu essa necessidade, inspirando várias outras tecnologias de sua época, devido sua facilidade de criação e alto acabamento no resultado.

Se antes você escrevia em MXML/Actionscript e o produto final era um SWF que rodava em uma engine chamada Flash Player,  então competentemente ficávamos em nossa zona de convorto, sem esperar que alguma outra tecnologia pudesse fazer alarde e ultrapassar.

O Flash Player para ser popular precisa do navegador e o navegador para ser completo precisa ter suporte ao Flash Player, Isso era legal de se falar até 2008, só que antes disso, quem lembra do Shock wave, do real Player ? Todos estavam fadados ao desuso por que chegaram em uma zona de conforto que não viram que poderiam ficar para trás ao longo dos anos.

A era do Flash Player

É ai onde entra o fracasso atual do Flash Player em relação a esse aspecto.

Até hoje o Flash Player é odiado, melhor! É onde o flash player perde em popularidade, já que quando não se segue um padrão dos navegadores, que são a janela para a internet, a coisa começa a ficar estranha. Mais da metade de quem usa a internet no mundo dá a mínima para o player ou até desconhece seu uso, embora até 2009 seu uso estava presente em 98% dos navegadores.

De longe o Flash Player foi e foi até os dias de hoje o plugin mais famoso de todos os tempos, porém com seu sucesso, veio sua desgraça, uma vez que os navegadores viram que ele estava ofuscando seus brilhos, o que resultou em um ato colaborativo de vários CEOs do mundo em colocar de vez um ponto final no Flash Player

Quando Steve Jobs escreveu seus pensamentos sobre o Flash Player, foi a gota d’àgua de “se toca” para a Adobe atualizar e manter o Flash Player um estado de arte, só que ao invés disso o fracasso do CEO da empresa, respondeu apenas com alguns argumentos que não fizeram tanto alarde. Afinal a grande voz de Steve ecoou por toda a internet e tudo que era movimento relacionado ao padrão “Não open” saiu por dentro à fora e virou moda.
Infelizmente a tecnologia Flex estava atrelada apenas o Flash Player, o que acabou desmotivando a Adobe a encerrar a linha do Flash Player para dispositivos móveis para o Android, tanto é que hoje não existe mais oficialmente na Play Store, apenas a Blackberry com seu tablet “Playbook”, possuem ainda o Flash Player instalado.
Quando se perde o seu principal playground, você se desespera e desiste de uma tecnologia fantástica para o futuro de aplicações. Essa história é a mesma para várias outras empresas que ficaram presas em seu ambiente fechado e controlado e que acabou não entendendo que a internet anda a passos largos e de dificil controle.
Adobe Flex open-source

Foi ai que o Flex teve um final na história de participações da Adobe, sendo graciosamente doado para fundação Apache. Antes disso ela abriu o projeto, sendo open-source por vários anos, só que ninguém se interessava pelo projeto open-source, já que tudo era controlado pela Adobe, um envio de um simples bug para conserto, demorava vários e vários meses para ser solucionado. Algo precisava mudar.

No final de 2011 no apagar das luzes, A Adobe viu que não poderia deixar o produto morrer e doou para a fundação Apache, sábia decisão dela, afinal são mais de 1 milhão de desenvolvedores que usavam o Flex como principal tecnologia de front-end.

 

Nasce o Apache Flex

Ao contrário do que muitos achavam, o Apache Flex está vivo e muito ativo, com a recente doação final do Falcon e FalconJS o projeto começa a modificiar suas entranhas para não ficar dependente apenas do Flash Player, que esse pode ter seus (anos) contados.

Começamos incubados e já com várias releases, todas até hoje foram correções de bugs existentes e remoção de software proprietário que fazia parte do SDK, já que o projeto é sob licença apache, não se pode ter código de terceiro que seja necessário o pagamento para utiliza-lo.
Além de ser ativo, o projeto conta hoje com um time multi-disciplinar de diferentes partes do mundo, apenas um Brasileiro está no time, que é esse que escreve, porém você também pode fazer parte do time, basta colaborar ativamente para alguém te chamar e fazer parte da lista de committers, onde você pode submeter seus próprios patchs para correções e colaborações.

A última release 4.9 acompanhamos a atualização para o Java 7, assim o SDK continua progredindo junto com vários outros softwares open-source que o ajudam.

Futuros lançamentos

Hoje, estamos trabalhando no novo compilador, o FalconJS, é bem igual ao Falcon, que está em beta no Labs da Adobe, é o chamado comercialmente de “Actionscript compiler 2.0”.

A diferença é que com o FalconJS, você poderá escrever Actionscript/MXML e gerar Apps totalmente abertas ao HTML5/CSS3/Javascript, sem ficar mais dependente do Flash Player.

Queremos incluir esse novo compilador nas próximas releases da 5.x em diante. É um trabalho árduo, já que todo o compilador trabalha em um modo de dependência de objetos do Flash Player, o que é diferente do lado HTML que depende do Javascript e embora o Actionscript compartilhe da especificação ECMAScript, ambos possuem suas particularidades.

O que querendo ou não o Actionscript ainda é mais avançado que o Javascript, em especial para tipação, construtores de classes, etc.

Existe muito a se fazer, porém uma grande barreira foi quebrada, e até eu mesmo além de outros da equipe estávamos com pouca crença que o projeto saísse da mesmice de consertos, remendos e virassem um projeto base na fundação ao invés de ser apenas um protagonista incubado.

Qual o prazo para essas novas funções

Diferente de projetos que depende  de ações para serem valorizadas, o clico de release é mais lenta, as decisões são melhores tomadas, mas até o final de 2013 teremos um projeto sólido que pode ajudar muito desenvolvedor a migrar ou aperfeiçoar seus atuais projetos Flex.

Atualmente já temos em aplicações simples, escritas em Actionscript a saída em puro Javascript, em apenas 1 mês de testes, o que remete a um tempo bastante hábil para um projeto open-source sair do papel/idéia e virar realidade.

Muito do que foi aprendido e testado no FalconJS, veio do Jangaroo, é bom aprender com quem já está à um tempo no mercado. E boa parte das contribuições estão vindo do pessoal também do Jangaroo.

Apache Flex é um projeto cativante que vai continuar sendo utilizado e melhorado para os próximos 10 anos ou mais, desde que ele nunca mais cometa o crime de ficar atrelado apenas o Flash Player ou ao Adobe AIR, ele será multi-plural, você vai escrever e ficar dependente em Actionscript /MXML que continuaram sendo suas linguagens oficiais, só que ao invés disso o produto final passará a ser executado em várias plataformas, Desktop/Web/Mobile/Gadgets/etc. que aparecerem ao longo do tempo.

 

AIR Mobile/ Eventos/ Flex/ Flex Mobile Framework/ Open-source

Código fonte do App Flashcamp Brasil para Android

Estou bem feliz em escrever esse post, acabamos de liberar o código fonte do app que fizemos para o Flash Camp Brasil, até anunciamos aqui.

O Aplicativo foi feito com Flex 4.5 SDK e a versão final do Flash Builder 4.5. Provavelmente você irá baixar e testar no Flash Builder Burrito, esqueça, ele não irá funcionar, espere até meados de Maio e começe a usar, enquanto isso aproveite e aprenda com o código fonte sobre como funciona toda a dinamica do aplicativo para seu dispositivo móvel.

O aplicativo é bem legal e está participando da categoria de melhor aplicativo open-source para o concurso lançado durante o Flash Camp Brasil.

E durante minha palestra eu acabei demonstrando outros 2 apps feitos rapidinhos em 15 minutos, e vocês podem baixar aqui.

O código fonte pode ser baixado aqui (http://code.google.com/p/aireventsmobile/)

Se você perdeu a palestra, você pode baixar os slides aqui.

AIR Mobile/ Android/ Eventos/ Flex/ Flex 4/ Flex Mobile Framework/ iPad/ Iphone/ Open-source

Gravação/Slides/Codigo fonte do Flex Mobile no Campus Party Brasil 2011

Quem perdeu ou não teve a oportunidade de ir até o Campus Party 2011. Não fique triste, na TV Campus Party existe todas as gravações de cada palestra que rolou por la; Inclusive a minha.

Então quem quer aprender um pouco, rir e se interter , aqui vai a gravação publicada no youtube.

No do próximo ano você deve ir, é um evento gigante com várias pessoas do Brasil inteiro, eu achei que o público era apenas adolescentes com vontade de baixar torrents pela velocidade da internet, pelo contrário, tem vários networks rolando durante o evento e a probabilidade de sair uma start-up nova é gigantesca.

Slides da palestra: http://slideshare.net/igorcosta
Código fonte da aplicação demonstrada: Código fonte
Baixar o Flash Builder “Burrito” : http://labs.adobe.com
Baixar o PlayBook SDK e Emuladores: http://us.blackberry.com/developers/tablet/