AIR 2.0/ AIR Mobile/ Flex

Adobe AIR Launchpad, ferramenta útil para todo desenvolvedor AIR

Não tem idéia alguma de como criar uma aplicação Flex usando o AIR? Acredite segundo Homer Simpson, 1 em cada 3 desenvolvedores Flex, nunca, mais nunca usou ou criou um aplicativo AIR em sua vida.

Dessa teroria, tiramos duas conclusões, ou o marmanjo não manja muito, ou tem preguiça de configurar um aplicativo AIR do zero.

A primeira opção não tem solução rápida, você vai ter que melhorar e/ou vender água de coco na praia. A segunda temos o então útil Adobe AIR Launchpad.

O que é o Launchpad? É um aplicativo utilitário que vai configurar para você todas as opções possíveis que uma aplicação feita para o AIR possa ser criada, ele te ajuda a definir tudo que o Application descriptor do AIR possa suportar. Em suma geral, é um gerador de projeto.

O atual versão beta, além de te ajudar a criar essa estrutura, ele gera um arquivo de projeto para o Flash Builder, onde você pode facilmente importar.

Vamos a um passo-a-passo?

Supondo que você tenha já o Adobe AIR run-time instalado em sua máquina (versão 2.5) ok?

Primeira coisa que você deve fazer é baixar o AIR Launchpad do Labs da Adobe. Clique aqui e baixe.
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A primeira tela que você vai ter do launchpad é essa ai que você está vendo. Você escolhe criar projetos para Mobile ou Desktop. Eu escolhi Desktop. Então a próxima tela é essa.
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Veja que eu coloquei algumas configurações ao meu projeto, por exemplo tamanho de 700×500, usar o recurso de auto-update e de resize.

Clique em Next e você vai direto para a aba de configuration. Nela você define outros comportamentos mais “avançados” para seu projeto AIR. Nessa parte ele não influencia no Application description, ele vai além disso criar algum código fonte já pronto para você. Olha que massa!

Eu escolhi as seguintes opções.

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Clique em Next e vamos adicionar mais alguns exemplos, na aba de “Samples”. Tem 10 opções que você pode adicionar ao seu gerador de projeto.

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Adicionei apenas 2 opções, Drag-N-Drop e usando o HTML Component, como é demonstração eu não preciso ir além disso.

A última parte do Launchpad é gerar a estrutura do projeto em sí, não só isso como também um arquivo de projeto para o Flash Builder. Um dos recursos extras como você ver na imagem abaixo é a possibilidade de gerar um Badge para meu projeto. Muitos esquecem de fazer isso, e simplesmente passa apenas o arquivo .air para amigos ou empresa instalar, o Badge é bom que fideliza e dá uma aparência profissional para seu projeto.

O Launchpad faz isso ridiculamente simples, tudo que você precisa é de uma imagem (215×100)pixels, seja ela PNG, JPEG, você basta arrastar na área demarcada por ele. Selecione depois o local onde você quer salvar seu projeto e clique no botão vermelho “Generate AIR Project”.

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Se você fez tudo certinho, então você vai ver essa tela acima, além do programa abrir o diretório contendo o projeto que você acabou de criar, com 1 diretório para o projeto e 1 projeto em .zip para você importar para o Flash Builder.

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Ok, eu particularmente deletei meu arquivo .zip e fiquei só com o diretório. Agora meu próximo passo é importar esse projeto para o meu workspace do Flash Builder e apertar o gatilho do “Run”.

Para isso, basta eu ir em File > Import > General > Existing Project into Workspace > Next.

E logo em seguida essa tela abaixo aparece, onde eu marquei a opção de selecionar o diretório onde estava o projeto gerado e lembrei de marcar a opção “Copy into workspace”. Assim eu consigo deletar da minha área de trabalho e não deixar ela poluída, guardando o projeto no local certo.

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E o projeto vai aparecer como uma luva em meu Flash Builder. Com os códigos gerados e tudo mais, fácil aprender AIR assim não é?

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Dica importante para quem usa o Flex SDK 4.5, Vai dar erro no Application Descriptor, já que o AIR Launchpad foi feito para 4.1 e não para o 4.5. Solução? Basta abrir o Application descriptor e mudar o namespace de 2.0 para 2.5 e Voilá!


  MeuProjeto

Até a próxima!

AIR 2.0/ Cursos/ Flex 4

Ganhador dos cursos de Flex 4 Essencial e AIR 2.0 Essencial

Foi mais divertido que dificil. Dos 20 participantes do pequeno concurso que fizemos no post anterior rendeu muito assunto para jornal.

O pessoal solta a criatividade geral para ganhar as bolsas do Flex 4 Essencial e AIR 2.0 Essencial.

A parte dificil é escolher a melhor, e para isso chamei o pessoal do escritório para me ajudar. E a que foi mais votada aqui foi essa.

Já disseram que o homem não poderia voar, hoje temos o avião. Anos atrás a infecção era sinal de morte, até por acaso descobrirem a penicilina. Um dia pensaram que a internet não daria certo, hoje o mundo não consegue viver sem ela. Com a internet surgiu uma questão: “Precisamos ter interfaces mais dinâmicas, flexíveis e bonitas”! Nasce então o Flex. Eu quero participar da história da humanidade. Eu quero aprender Flex com vocês!

Essa justificativa foi bem interessante, e escrita pelo Raphael Vinícius do Rio de Janeiro. Ele trabalha ou é dono do site www.b2all.com.br .Parabéns Raphael, você realmente estava inspirado.

Para quem não ganhou, e mesmo assim quer fazer só que as coisas estão apertadas por ai. Fala comigo, pelo igorcosta AT gmail.com que eu dou um jeito de te ajudar como sempre fazemos.

AIR 2.0/ Flash Lite/ Flash Player/ Flex/ Flex 4/ Flex Mobile Framework

Flex Hero SDK

A Adobe anunciou ontem que abandonou o projeto Slider Framework, aquele framework em que ela estava trabalhando para criar aplicativos Flex para dispositivos móveis. Porém, não fique chateado, os motivos que ela levou a abandonar o projeto Slider Framework, foram significativos e decisivos, eu realmente acredito que tais movimentos foram necessários, devido:

Aumento de capacidade dos smartphones – Hoje tem celulares com mínimo de 400Mhz de processamento, o Flash Player 10.1 consegue ser executado normalmente em até uma arquitetura de 233Mhz sem problemas. Então temos celulares com maior processamento fazendo com que o Flash Player seja executado mais rápido sem a necessidade de termos players diferenciados como existe hoje. Flash Player para Celulares o famoso Flash Lite. Então isso pode deixar de existir, forçando os fabricantes de smartphones a adotar já o Flash Player 10.1 em seus dispositivos. Acreditamos que até o final do ano teremos ai cerca de 10 novos modelos de smartphones no mercado.

Arquitetura Spark – O Slider Framework seria um framework a parte para desenvolvimento de aplicações ricas para dispositivos móveis, costumamos chamar de RIMA (Rich Interactive Mobile Application); Porém como temos uma arquitetura mais leve, mais robusta, suportando o re-desenho de telas cada vez mais rápido, não custava nada a Adobe trabalhar em um único SDK que desse suporte não só para Desktop, como também para dispositivos móveis.
Foi ai que ela re-pensou sobre o conceito levando em consideração o aumento de performance, e assim lançou o Hero SDK. O novo futuro do Flex SDK.

Levando todos esses fatores em consideração e a rápida adoção do Flash Player 10.1 em dispositivos móveis (smartphones) com maior capacidade, quem é da área de desktop só tem a ganhar, já que a unificação de um só SDK, você terá a chance de aproveitar 100% do conhecimento que você já tem em Flex para criar RIMA.

Devido a constante mudança, acredito eu que tanto o Flash Player 10.1 quanto o AIR 2.0, sofrerá ainda esse ano a Adobe decidiu não compartilhar ainda o SDK para download, ainda está em especificação e você pode acompanhar no site oficial do Hero SDK, já tem alguams especificações já prontas como o ActionBar, que a principio precisa de mais alguns elementos como o autoHide que ainda não foi criado.

Leia mais informações:
Flex Mobile Application FAQ
Site Oficial do Hero SDK
Flex e Mobile Whitepaper

AIR 2.0/ RIA

Adobe AIR 2.0 é uma run-time madura para desenvolvimento comercial?

adobe_air_icon
Essa é uma pergunta que eu queria ter respondido à 24 meses atrás. Quando o AIR era significativamente imaturo o suficiente para não ser tão adotado em empresas de médio e grande porte.
Porém, nossa perspectiva mudou muito ao longo do tempo e a cada novo release da run-time para o mercado. O que sem dúvida grandes dúvidas do passado, iam sendo sanadas e a cada mês que passava enxergávamos o run-time com outros olhos.
Passou-se todo esse tempo e fizemos essa mesma pergunta. Agora ele está pronto para soluções comerciais? A resposta é sim, entretanto, haja muita coisa a ser implementada que é assunto para outro post.

O AIR 2.0 está próximo de sair e diferente do que tinha em mãos assim que foi lançado. É como comparar água com vinho. Altamente diferente.

Exemplo disso foi o caso da Mundo Livre, nossa parceira. Onde criou o primeiro aplicativo AIR no mercado global a nível comercial. Sofreu muito com mudanças de API, embora o sistema se mostrou bastante satisfatório para época. Não é atoa que hoje todos os ônibus da Artesp são monitorados com sistema feitos em AIR+Flex+.Net. Eu tiro o chapéu para eles, afinal pioneirismo desde que criavam RIA com Flash MX, sempre tem sofrimento. Não foi muito fácil conseguir tal feito 24 meses atrás.

Apontarei então quais aspectos necessários e extras que já vão estar no AIR 2.0 atual.

O primeiro aspecto positivo nessa mudança é a palavra INTEGRAÇÃO; Não só por novas capacidades do run-time, mais pela integração dos clientes e desenvolvedores de outras plataformas, agindo diretamente em futuras decisões à serem colocadas do papel para a vida real. Como posso citar o caso da empresa RoundArch . Ela sem dúvida aumentou muito sua influência para contrair novas capacidades ao air. Exemplo disso é sua integração com os carros Tesla, que são produzidos para emitir 0% de CO2 na atmosfera.
Nessas, dimensões a Adobe parou de brincar com o AIR e levou ele mais a sério como um suposto futuro do Flash Player, que é a integração total com Desktop RIA e Web RIA.

O segundo aspecto dessa mudança foi a capacidade de detectar dispositivos móveis sendo retirados e montados. Típico do “espetar o pen-drive”. Essa sensibilidade estava sendo almejada à algum tempo pelo pessoal desde que fora lançado já que dar para fazer muita coisa com esse tipo de função. Exemplo é o caso do Dropbox onde você pode arrastar e soltar arquivos dentro de seu aplicativo sem precisar instalar e carregar para onde for, sempre sincronizado toda vez que você se conectar ao serviço deles.
Isso é fantástico, embora no framework .Net tenha isso que o foco é 100% desktop. Para um sistema onde há a possibilidade de escrever tal função usando a minha capacidade técnica de programar apenas na linguagem que eu for familiar, se tal familiar for HTML/Javascript, MXML, Flash ou Actionscript 3.0.

O terceiro aspecto que mudou bastante foi de segurança. Eu fui crítico assíduo desse aspecto. Principalmente quando se envolve aplicativos que lhe dar com missão crítica ou manipulação de valor monetário. Exemplo é o aplicativo da Nasdaq, que foi feito usando a plataforma AIR 1.5.3 à qual já possui sistema de encriptação de dados. Antes era um terror, o máximo era um sharedObject com MD5. Agora a coisa muda de esfera e passa a ter um run-time mais maduro. Já que antes, nesse post que fiz em inglês, era muito fácil disseminar vírus pelo AIR.
Essa falha grave foi logo consertada assim que lançaram de Apollo para AIR 1.0. Eu gostei da rápida resposta da Adobe em relação a esse item. Já que agora é fácil suportar certificados digitais e dar um pouco mais de segurança. Uma das grandes novas apostas no novo AIR 2.0 é justamente melhorar mais ainda a comunicação via HTTP/Rtmp/Sockets com muito mais segurança, colocando ai mais integração com sistemas nativos de autenticação. Podemos chutar que quem sabe o próximo aplicativo do Leão não seja feito uma versão teste em AIR? Dúvida?

O quarto aspecto que agradou bastante foi o fato de suportar gestos e multi-toque.Sem dúvida é um dos pioneiros nesse assunto. Já que outros fabricantes de software não falaram se haverá tal suporte em seus run-time. Abre um leque tão grande de novas aplicações multimídias, interativas, e diminui mais a barreira da questão do uso do teclado e mouse. Eu acredito que daqui 10 anos, mouse e teclado são peças de museu.

O quinto aspecto qualitativo dessa versão 2.0 é a interoperabilidade de impressão entre diferente sistemas operacionais. Por exemplo. O mesmo fluxo que é impresso no Windows pode ser igual ao Mac e Linux.

O último aspecto bastante interessante que o AIR 2.0 tem é a possibilidade de abrir arquivos do seu desktop com os programas padrão instalados em sua máquina. Por exemplo. Você lista um documento .docx e documentos do tipo .xls e em um duplo clique você pode abrir eles no Microsoft Word e Microsoft Excel. Valendo para qualquer tipo de arquivo, desde que o programa padrão que for usa-lo, esteja instalado em sua máquina.

Dentre outras novas funcionabilidades, o AIR 2.0 se mostrou maduro suficiente para entrar de vez no mercado de IT e criar soluções não parrudas, mais soluções funcionais que ajude empresas a utilizar mais e mais a internet e melhorar sua produtividade com novos sitemas. Ficou com alguma dúvida, envie sua opinião. Ela sempre é bem vinda.